terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Nove meses

Hoje meu bebê completa nove meses. Somados aos meses da gestação são dezoito meses. Um ano e meio perto, dentro, aqui. Fiquei olhando ele dormir, cansado com a novidade da creche, mas sempre vem durante a noite, fuçando, feito cachorrinho filhote, meu peito. E mama, e mama, e mama, eu digo que ele se empapuça! Ontem ficou me esperando com a vovó e chorou. Deve sentir: "Cadê minha mãe que estava sempre aqui para me acalentar. Eu estava lá longe, porém o coração não sai daqui. Eu trabalho à tarde, entretanto levanto cedo pois faço questão de preparar seu jantar. Uma sopinha bem colorida e nutritiva, saborosa para que mesmo longe, ele sinta meu sabor, meu cuidado e meu amor, não nessa ordem, o amor vem primeiro sempre. Hoje ele acordou em meio a vitamina que bati bem reforçada e sorriu, ficou feliz e aliviado em me ver e eu sorri também, dei bom dias, te amos, parabéns, nem sei se para ele ou para mim, pois acordar sendo fitada por esses olhos e alvo desses sorrisos é o bom dia e eu te amo de Deus para mim! 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Com Deus



A morte é sempre avassaladora! Mesmos para nós que caminhamos dentro de religiões espíritas ou espiritualistas e temos uma visão mais ampla do todo que envolve essa jornada da vida, é avassaladora! Não que não a aceitemos, mas é difícil saber que não veremos sempre ali aquela pessoa a quem amamos e temos no convívio! Resta-nos guardar o amor que nos foi trazido e chorar... Sim, chorar. Desde que as lágrimas não sejam de revolta pelo fato da pessoa ter partido e sim, de saudades. Lágrimas de saudades e de amor ajudam o caminho do desencarnado, ajudam a trilhar mais essa etapa. Deus sabe de todas as coisas e na nossa pequenês, muitas vezes não compreendemos na hora, mas temos que ao menos ter resignação e saber que um dia entenderemos... Ajuda daqui fazermos preces e orações, deixarmos um pouco nossa dor de lado e orar, pois se é complicado para nós imagine reconhecer o desencarne todo de novo...? É o que resta, o amor! E é desse amor que tiramos força para seguir, pois quem se vai, com certeza fica feliz em saber que aceitamos com bravura a vontade do Pai. O amor é grandioso e como já disse o poeta: "O amor é como um grão, morre e nasce trigo, vive e morre, pão!" Até em sua morte ele alimenta, logo é sempre vida, na carne ou fora dela.
Querido amigo, Jackson, estamos aqui sempre por ti e principalmente nesse momento. Paz e luz hoje e sempre!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Um doce de aniversário!

Hoje eu acordei e... Não, não! Desde ontem quando eu fui dormir não parava de pensar: Aniversário da Mel!!! Acordei eufórica, feito criança que espera a festa e abri a janela do quarto, olhei para fora e vi a chuva! Dei um sorriso e pensei: A data é tão especial que até Deus está lavando a casa para receber o dia!
Ela faz festa sempre! Alegria é seu nome do meio! Ao mesmo tempo que é alegre é passional, é intensa! Morro de rir e de chorar com seus queixumes e a ADMIRO muito, pois ela tem garra, graça e paixão! Foca numa coisa e segue em frente! É fé em Deus e pé na tábua e tenho a impressão que é ladeira acima! Seu objetivo, o topo! Sem hesitar! E tê-la como amiga e comadre é mais que uma graça, é uma honra!!! 
Que papai do céu lhe abençoe sempre, minha doçura!!! Parabéns a você!!! Te amamos!!!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Tuka!


Aniversários são marcos para celebrarmos a oportunidade divina da vida! Os meus me fazem refletir sobre o que eu fiz até ali! Os de amigos me fazem agradecer pela grandiosidade da convivência com aquela pessoa e mais do que tudo tê-la como uma pessoa amiga. Bom é quando, raras vezes, mas substanciosas, esses amigos se passam para irmãos de coração, espírito! A carne perece, mas a alma não! Acontece algo importante na minha vida e eu penso logo em entrar na internet, passar a mão no telefone! Preciso trocar com ele! E a inquietude de lá para cá é inversamente proporcional! Somos felizes! Não plenamente, pois a vida é busca e aprendemos a ver a felicidade nisso! A oportunidade de buscar é preciosa e ficamos felizes com ela! Mesmo em meio às turbulências, estamos sempre dando sorrisos francos e sinceros, vindos do mais puro do coração!
Essa é a imagem que eu tenho de você, meu AMIGO. Que seu aniversário lhe traga apenas boas reflexões e que Deus lhe dê sempre sabedoria! 
Amo você hoje e sempre!


sábado, 5 de janeiro de 2013

Meu anjinho

Hoje meu anjinho faz 8 meses! Quer andar, quer falar, quer bagunçar! A última coisa ele faz com maestria! Há meses acordo e quando o olho ele me dá um sorriso franco e gostoso. Agora sobe em mim querendo ver e mexer nas coisas. Fico brava na hora, mas depois acho graça! 
Ele me ensinou um novo nível de amor. Amor esse que transcende tudo e me faz pôr-me depois do bem-estar dele. Qualquer vontade sua é mais importante que a minha e amá-lo foi o bem maior que me aconteceu! 
Deus, em todo Seu esplendor, nos surpreende a cada dia e mostra que sempre há algo a ser descoberto! Que a vida não tem um auge, pois após o auge, entende-se a decadência e a vida só tem mão para cima! Filhos mais nos ensinam do que aprendem conosco. 
Um bebê toca a vida de muita gente. Ignácio tem, além de mim, a mãe Mel e a avó Eliane que o mimam e o amam e a gente vê que é um sentimento genuíno! Acabaram de vir aqui e trouxeram presentes e ele está ali no chão, vidrado no carrinho! Falando nisso, ele adorou o colo do amado da Mel! Hoje é mais um dia para agradecer muito! Quando olho meu filhote e o amor que ele desperta nas pessoas, me faz reforçar a certeza de que cada passo que dei até aqui valeu a pena e a caminhada está apenas no começo!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Abraço!

Hoje o tempo refrescou-se e eu dei glória! Nos mudamos e a casa aqui é de frente, então bate mais Sol, ou seja, mais quente! Do tanque, que eu frequento muitíssimo, dá para ver janelas de outras casas e de quando em vez me pego olhando a movimentações dos vizinhos. Curiosidade nas pessoas, gosto de vê-las quando acham que ninguém está olhando. No pátio do prédio em frente, um senhor desceu do carro com uma cadeira de madeira antiga, mas parecia que o estofado era novo. Achei-a linda e de muito bom gosto e o moço que a carregava estava impecavelmente vestido também. Numa outra janela, de uma vila grande que tem também em frente, numa casa que digo que tem as janelas mais limpas da região, um caminhão de mudanças! Estão indo embora. Pensei, coitados, mudar debaixo de chuva, ainda bem que é caminhão-baú! Só que ainda assim, os transtornos da mudança em dia de chuva, fogo! 
Numa casa que é a mais pertinho da minha, tem um senhor que me parece aposentado, que sempre fica observando-me nos afazeres casa/filho. Sempre, sempre que vou à área de serviço o pego me fitando. Hoje, eu o fitei. Olhei para sua varanda e ele estava sentado na parte coberta, por conta da chuva, num dado momento sua esposa saiu, se inclinou e o abraçou. Achei duma doçura linda! Pensei que o fogo da paixão numa relação passa, claro! Eles têm filhos que aparentam ter uns 30 e poucos anos, mas o amor mesmo está sempre ali e um abraço num dia de chuva, assim, sem motivos, renova as forças de que precisamos. 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Perdoe-me eu

Na vida aprendemos a andar para frente, porém aprendi que por vezes é sábio andar para trás, rever antigos conceitos. Liguei-me a essa ideia hoje, pois estou em meio a perdões. Perdões pedidos a mim mesma sem a fatídica palavra em si, mas com alguéns se chegando de mansinho. Perdoar é sábio e muito difícil. Perdoar aos outros é admitir que há o erro em si próprio, pois se eu não admito o erro alheio é porque acho que não erro, logo, sou perfeita. Então, perdoar a si próprio é primordial. É saber-se humano, sentir-se humano e ter a consciência que por mais que a estrada seja lisa o passo não o é.
Amor não fica só de bem. Ele troca de mal quando lhe dá na telha, precisa de um tempo, de um canto e respira sem o aperto do abraço muitas vezes cruel e sufocante. O corre-corre do dia-a-dia e de repente para, um sorriso, pronto! É o refazimento de toda a força por mais que amuada. Coração é terra onde não se pisa, dizem. No meu eu sapateio, canto, danço, arranco a tinta na unha, depois volto a pintar. Há um quadro ou outro, um retrato que não tiro do lugar, mas sempre há um espaço para mais, uma necessidade de tirar o que não flui, pois ali se expande e se retrai. Uma hora valsa, noutras muito samba, dia de brisa, bossa nova, tango, blues. 
Perdão é para si e para o outro, é amor machucado e curado, velho e renovado. É algo de todos e só meu. Então, é secreto e seguro, deve ser puro, deve ser chão.