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sábado, 18 de outubro de 2014

O que der na telha

Correu! Como se suas pernas fossem soltar do corpo... Quis parar, mas continuou correndo. Sentiu-se criança novamente, passou por vizinhos e os cumprimentou, mas continuou correndo. Gritaram-lhe indagando o motivo daquela carreira, respondeu que nada e continuou. Foi até o fim da rua e, para não ter de parar no sinal, dobrou a esquina. Jogou as chaves ao ar e descalçou-se, um pé dos sapatos aqui e outro acolá, como se estivessem de mal entre si ou nunca tivessem sido apresentados. Antes de completar o quarteirão seu fôlego já havia partido. Caminhou lentamente, resgatando seus pertences. Entrou em casa, abriu o chuveiro, entrou com roupa e tudo. Foi despindo-se conforme sua vontade e atirando as peças por cima do box. Terminou, fechou a torneira, secou-se e fitou-se no espelho. Riu-se e prometeu-se nunca deixar de ouvir a criança que mora em seu coração e faz o que lhe dá vontade, sem motivos ou embaraços. É feliz assim e basta.

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