quarta-feira, 14 de março de 2012

Na reta final que será o começo

Hoje fui à obstetra. Quando olhei o cartãozinho, surpreendentemente, estava marcada para daqui a 15 dias e não um mês. Perguntei a ela o porquê e ela disse: "É que agora no finalzinho é assim mesmo..." Finalzinho... Daqui a pouco meu Ignácio está aqui, fora de mim, sugando meu peito e chorando para tudo, pois ainda não vai saber falar o que quer. Só agora que mesmo que ele nasça antes, já pode correr tudo bem, ele já está formadinho e tudo o mais é que meu coração tem sossego. E é improvável que nasça antes, pois depois de todos os percalços, agora a saúde está bem e aqueles problemas todos foram sanados. 
Em princípio, nessa gravidez, eu me queixei bastante, chorei muito e sofri demais. Eram problemas profissionais, pessoais, financeiros, parecia que tudo estava contra, que tudo daria errado. Quando um problema era resolvido, aparecia outro, e outro, e outro... 
Fiquei questionando a Deus qual era o propósito dessa dificuldade toda. Só que o tempo dEle é grandioso e hoje eu entendo que meu filho, além daquele amor maternal que já é comum a toda aquela que aceita o sentimento de mãe, eu tenho com ele algo além. É uma proteção, uma vitória... Meu filho é minha maior conquista. Ele me faz entender que a todo o resto que eu dava tanta importância, ficou pequeno, sem importância. Gerar um filho nessa dificuldade danada, me fez deixar de ter aquela vaidade de grávida, aquela coisa de me achar linda e especial, pois a todo momento minha gestação estava por um fio.
Eu me senti muito frágil e vi que gravidez não é essa coisa linda que ouço dizer por aí, é muito mais. É uma coisinha que se mexe dentro da gente, feito um passarinho assustado, tão pequeno e tão imenso. Eu vivi em função dele. Sem fazer o que eu gosto ou queria, me alimentando por ele, cuidado com a roupa, com a alimentação, exames que muitas vezes quando o médico passava, eu deixava de fazer, agora é tudo à risca. 
Além desses cuidados todos, uma coisa que eu percebi, é que a maternidade me aproximou muito da minha mãe. Como tivemos filhos na mesma situação, é entender muitas das coisas que ela falava e eu achava chato, desnecessário e ver o cuidado que ela teve comigo e tem com ele, pois quando nos vemos mãe, alguém comprar um alfinete que seja ou ligar e perguntar do seu filho é infinitamente maior do que qualquer ligação da vida para saber de nós. É que o amor pelo filho anula o amor-próprio, pois o próprio amor cresce no ventre e primeiro ele, depois eu. 
Ainda tenho muitas preocupações, mas todas elas em deixar a vida do meu Ignácio melhor, gostosa e cheia de amor. Já que Deus me concedeu a dádiva de ser mãe e sentir esse amor, creio que ele dará a força necessária para que eu exerça meu papel da melhor maneira possível.

Um comentário:

  1. Amiga, nosso príncipe já estava destinado a chegar, veio para trazer paz, alegria, mas principalmente, aprendizado...ele nunca esteve em risco, quem estava era você, pelo menos até aceitar os planos que Deus havia traçado pra ti.
    Logo, logo ele estará aqui e espero poder pegá- lo nos braços e dizer que o amor que eu sinto pela mãe dele foi multiplicado por quatro e dividido entre vocês dois, pois sei que Deus o trouxe para proporcionar evolução e não perdas e lamentações.
    Te amo!

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